Pragas de horta e Jardim
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terça-feira, 30 de julho de 2024
algumas Pragas de horta
Como é feito o controle de pragas na horta orgânica
Joaninhas como inimigas naturais.
As joaninhas são inimigas naturais dos pulgões e demais insetos, que insistem em atacar as hortaliças. ...
Uso de plantas daninhas como proteção. ...
Manutenção das folhas externas. ...
Barreiras com sombrites. ...
Cultivos de vegetais multivariados.
O manejo de pragas estabelece o emprego de medidas como plantio em
época correta, compostagem, adubação verde, cercas-vivas, rotação de
cultura, consorciação com plantas companheiras, uso de cobertura morta e
manutenção de faixas de mata para refúgios de inimigos naturais. Em hortaliças
tais práticas, aplicadas em conjunto, têm demonstrado bons resultados,
minimizando o uso de agrotóxicos, com diminuição do risco à saúde do
aplicador e ao meio ambiente.
PULGÕES
São insetos sugadores de cor preta, marrom ou verde em formato de
pêra. Vivem em colônias, atacam flores, talos, brotos e principalmente folhas,
causando amarelecimento e enrugamento da parte atacada. São potentes
transmissores de vírus. Controle: a) Uma alternativa de controle é pulverizar as
hortaliças, exceto solanáceas, com calda de fumo e sabão: picar 100 gramas
de fumo-de-corda e deixar imersos em meio litro de água por 12 horas. Ao
mesmo tempo, por 50 gramas de sabão em barra picado em meio litro de água
morna e reservar. Decorridas as 12 horas, coar a solução de fumo, misturar
com o sabão dissolvido, e diluir a mistura em 10 litros de água, pulverizando as
plantas atacadas; b) Pulverizar o plantio com o resultante do cozimento de
folhas de arruda, na proporção de 250 g de folhas para 1 litro de água, a qual
deve ferver até o líquido diminuir pela metade (500 ml), em seguida filtrar e
diluir para 2 litros e pulverizar as plantas; c) Quando o ataque for localizado em
folhas velhas, o melhor é retirá-las das plantas e enterrá-las; d) Para ataque
subterrâneo pode ser usado a solução de macerado de fumo; e) solução de
cravo-de-defunto (Tagetes sp.) - é usada na planta inteira, principalmente no
período do florescimento. Serve para combater pulgões, ácaros e lagartas, ou
ainda como repelente de insetos, ao ser plantado na bordadura da cultura a ser
protegida. Fórmula a: 1 kg de folhas e talos de cravo-de-defunto e 10 litros de
água, misturar e levar ao fogo para ferver por meia hora ou deixar de molho
(picado) durante dois dias. Na hora de aplicar coar o líquido e pulverizar as
plantas infestadas. Fórmula b: macerar 200 g de Tagetes spp. verde e deixar
de molho, em repouso por 12 (doze) horas, em 1 litro de álcool; transcorrido
esse tempo, coar e diluir o produto em 18 litros de água, pulverizando
imediatamente a cultura.
Basta ter um borrifador, onde você vai despejar 300ml de água, 3 colheres do detergente de sua preferência, e 3 colheres de vinagre de álcool. É essencial que seja vinagre de álcool, por ser mais forte. Balance o borrifador até misturar bem essa solução, e já pode usar.
LAGARTAS
São facilmente visíveis, assim como os danos que causam. Hortas
caseiras geralmente são pequenas, o que possibilita a inspeção diária,
eliminando todas as lagartas. No entanto caso a infestação aumente, algumas
alternativas de controle são: a) Capturar as mariposas, utilizando armadilha
luminosa rústica por hectare, feita com um tripé de varas, tendo ao centro
pendurada uma fonte luminosa (lampião de querosene ou lâmpada elétrica etc.)
entre duas placas protetoras pintadas de branco, distantes 15 a 20 cm da
fonte. Abaixo da lâmpada é colocada uma bacia contendo 10 litros de água e
meio litro de óleo queimado. Acender ao anoitecer. A vantagem é que outros
insetos, como grilos, paquinhas, besouros, etc., também são atraídos e presos
pela armadilha; b) Moer 5 quilos de sementes de Neem, acondicionando em um
saco de pano, amarrar e colocar em 5 litros de água. Deixar imerso em repouso
por 12 horas. Decorrido este tempo coar e juntar 10 gramas de sabão
dissolvido ao extrato. Misturar bem e acrescentar água para obter 100 litros de
preparado. Aplicar sobre as plantas infestadas imediatamente.
Lagartas de solo. A lagarta-rosca tem preferência por solanáceas e
crucíferas, enquanto que a lagarta-arame ataca raízes em geral e tubérculos.
Controle: a) Fazer isca, misturando farelo de arroz, milho ou trigo (500 g) com
100 g de açúcar e um pouco de inseticida (Carbaryl 5 g ou 5 ml), misturar bem
e distribuir pequena quantidade por toda a área afetada, ao anoitecer; pela
manhã recolher as sobras ou enterrar no local.
As joaninhas são inimigas naturais dos pulgões e demais insetos, que insistem em atacar as hortaliças. Entretanto, é importante que elas se desenvolvam na horta para entrarem em ação. Para isso, basta cultivar lírio e tulipa no canteiro, pois essas flores servem de abrigo para as joaninhas. Além destas, existem outras espécies vegetais que atraem joaninhas, como gerânio, dente-de-leão, angélica, coentro e erva-doce.
Mas não basta atraí-las para a horta! Também é importante preservar os seus minúsculos ovos amarelos, normalmente, ovopositados, em grupos de 15, onde há pulgões. Os ovinhos de joaninhas eclodem em torno de cinco dias, momento em que os filhotes saem para devorar os pulgões.
Uso de plantas daninhas como proteção
Embora as plantas daninhas concorram com outras plantas na disputa por água e nutrientes, em alguns casos, elas agem como organismos benéficos. Além de promoverem a fixação de nitrogênio no solo, algumas ervas daninhas protegem a horta contra o ataque de insetos. Entretanto, deve-se realizar um bom controle para que essas plantas invasoras não se desenvolvam além do considerado normal.
Manutenção das folhas externas
Brócolis, couve-flor e repolho apresentam folhas externas grandes, que protegem essas hortaliças do ataque de insetos. Normalmente, essas folhas verde-escuras são descartadas, mas a prática não é recomendada, pois elas envolvem a cabeça das hortaliças funcionando como uma barreira natural. Além disso, se houver insetos, primeiro eles se alimentarão dessas folhas externas.
Barreiras com sombrites
Outra alternativa para um bom manejo de pragas na horta orgânica é usar sombrites. Como são permeáveis e leves, essas estruturas podem até mesmo se apoiar em cima das hortaliças sem maiores problemas. Alguns horticultores orgânicos preferem apoiá-los, em aros de arames fixos no solo, para uma cobertura mais firme. O mais importante é que eles formem uma barreira eficiente contra os insetos.
Cultivos de vegetais multivariados
A ordem do momento é fazer uma horta rica em hortaliças diversificadas. Assim, elas próprias funcionam como bloqueio contra o ataque de insetos. Inclusive, podem ser cultivadas juntas plantas que atraem os inimigos naturais dessas pragas. Entretanto, as plantas cultivadas próximas devem apresentar raízes com diferentes formatos para que umas não comprometam o desenvolvimento das outras.
O monitoramento ou mesmo o con- trole de lesmas, caracóis e caramujos pode ser realizado por meio da utilização de iscas atrativas, as quais devem ser distribuídas nas proximidades dos can- teiros, preferencialmente em locais onde esses moluscos utilizam como abrigo.
As lesmas e caracóis são moluscos responsáveis por perdas econômicas na produção de hortaliças e plantas ornamentais
Provocam tanto prejuízos quantitativos quanto qualitativos, pois, além de diminuírem a produtividade, depreciam o produto reduzindo seu valor devido à presença de muco ou mesmo dos próprios animais nas hortaliças. Em plantas ornamentais causam danos estéticos que, em alguns casos, são limitantes.
Os prejuízos econômicos podem ser variáveis, dependendo do tipo de cultura atacada. No caso de plantio direto, hoje bastante difundido, houve um aumento significativo dos moluscos pragas. Por exemplo, em feijão, há uma redução em cerca de 20% da produtividade.
Os caracóis e lesmas vivem em locais úmidos e sombreados, danificando plantas normalmente durante a noite. Em condições nebulosas e com alta umidade, eles podem ser vistos durante o dia, após as chuvas. Esses animais raspam com uma estrutura chamada rádula, as folhas, caules e brotos novos, podendo, em infestações severas, levar a morte das plantas.
Resumidamente, o manejo envolve uma série de medidas, como o uso de iscas tóxicas à base de metaldeído, coleta manual de adultos e uso de armadilhas à base de cerveja ou leite, ou restos culturais, além do uso de faixas de cal ou cinza, com pelo menos 20 cm de largura, ao redor da cultura.
Práticas de manejo de moluscos em hortaliças e plantas ornamentais:
Catação: a coleta manual de adultos é factível, quando a área cultivada for pequena. Deve-se coletar os adultos com luvas de borracha ou sacos plásticos, pois os moluscos podem transmitir doenças ao homem através de sua mucosidade. Os adultos deverão ser destruídos em água fervente ou manualmente.
Iscas tóxicas: normalmente à base de metaldeído (produto medianamente tóxico), são pellets que devem ser distribuídos na dose de 50 gramas por metro quadrado, obtendo redução de mais de 80% da população infestante. Há também no mercado uma isca à base de fosfato férrico, também em forma de pellets, mas de menor impacto ambiental (menos tóxica a animais silvestres, domésticos, etc.), que poderá ser utilizada seguindo-se as orientações do fabricante.
Armadilhas atrativas: consistem em estopa ou panos embebidos em cerveja ou leite dispostos junto à cultura infestada. Colocar estas armadilhas ao anoitecer e recolher no dia seguinte bem cedo. Tanto a cerveja quanto o leite atraem lesmas e caracóis, os quais deverão ser recolhidos e destruídos manualmente ou em água fervente. Também poderão ser dispostos restos de hortaliças (talos, folhas, etc.) como atrativos, sobre jornais ou lona plástica.
Cal ou cinza: dispostos em faixas de 20 cm de largura em volta da cultura. Estas faixas dificultam o acesso de lesmas e caracóis à cultura. Após cada chuva ou semanalmente, deve-se repetir o procedimento.
Caramujo-gigante-africano
A introdução da espécie Achatina fulica (Caramujo-gigante-africano) (Fig. 3), no Brasil, para fins comerciais em substituição ao escargot (Helix spp.), fez com que ela se tornasse uma praga agrícola e urbana de importância econômica (infestam ornamentais, hortaliças diversas como feijão, batata, batata-doce, etc.) Por ser uma espécie exótica e extremamente agressiva, tanto na procura por alimentos quanto em sua reprodução, não possui inimigos naturais e compete com espécies nativas podendo levar à diminuição da diversidade de moluscos de uma região. É encontrada em todas as partes do país. Além dos danos econômicos, também possui importância sanitária, pois pode transmitir vermes prejudiciais à saúde humana, os quais são causadores de doenças graves com sintomas variando entre distúrbios do sistema nervoso, fortes e constantes dores de cabeça, perfuração intestinal e hemorragia abdominal, resultando, em alguns casos, em óbito. Por isso, ele deve ser capturado apenas com o uso de luvas de borracha ou sacos plásticos.
Há vários outros caramujos nativos, alguns parecidos com a A. fulica. O caramujo gigante africano normalmente é de grande porte, possui concha escura, algumas vezes raiadas com cores mais claras e borda da concha fina (diferente do Megalobulimus sp., que é um caramujo também de grande porte, nativo e que possui concha normalmente mais clara e de borda espessa). As iscas tóxicas só deverão ser usadas quando a espécie infestante causar danos significativos, evitando assim a aplicação desnecessária e a eliminação de espécies não-praga.
As formigas cortadeiras podem causar prejuízos em hortas, pomares, pastagens, etc. Seu controle pode ser realizado através do uso de plantas repelentes, atraentes e de outras formas alternativas. O sisal, o angico, a pimenta vermelha e a mamona podem ser usados como repelentes.
A presença de formigas na sua horta, em grande quantidade, pode ser uma ameaça às suas plantas. No entanto, de maneira natural, sem agentes químicos, é possível combatê-las.
O uso de inseticida, além de ser prejudicial às pessoas, especialmente às crianças, pode também trazer sérios danos ao meio ambiente, ao contaminar os lençóis freáticos através da irrigação.
Uma das alternativas para afastar as formigas da sua horta, de forma biológica, é usando um tempero muito comum para dar ainda mais sabor à comida: o alho. Triture vários dentes e coloque a pasta em um tacho com água, deixando a solução repousar por um período mínimo de 24 horas. Depois, leve-a ao fogo brando, por 15 minutos, para potencializar a ação. Coloque o preparado em um pulverizador e borrife nos locais mais atacados pelas formigas.
Outra dica é utilizar detergente biodegradável. Em um copo de 200 ml, coloque 100 ml de água e 100 ml de detergente. Despeje o conteúdo em um borrifador e aplique onde há o problema.
Você pode optar também por misturar o detergente com vinagre. Neste caso, misture ½ copo de água, 2 colheres de detergente biodegradável e 2 colheres de vinagre.
Confira outras maneiras naturais de afastar as formigas da sua plantação.
Borra de café
Usar borra de café usado (não solúvel), além de enriquecer o solo, ajuda a afastar as formigas. Para maximizar o efeito, espalhe-a pelo formigueiro. Esta operação vai confundir as formigas operárias, uma vez que atrapalha o olfato delas
Casca de laranja
A casca dessa fruta tem uma substância natural (D-limoneno) que também é utilizada como componente em insecticidas orgânicos. Quando a casca de laranja começa a se decompor, libera um óleo essencial que se torna letal para as formigas.
Arroz
Espalhar grãos de arroz cru nos locais de passagem das formigas faz com que elas se interessem menos pelas plantas da sua horta e comecem a transportar os grãos para o formigueiro. No entanto, passado algum tempo, devido à umidade natural do arroz, ele irá fermentar, produzindo um fungo que acaba matando esses insetos.
Ervas aromáticas
Algumas ervas aromáticas têm efeito repelente de formigas, como lavanda, orégano, hortelã-pimenta e alecrim.
Dicas para combater o ataque grilos
Reduzir as regas nas áreas atacadas, eles preferem umidade para viverem.
Pode usar a água da máquina de lavar roupa que sai com sabão em pó e encharcar o local e as tocas. ...
É possível colocar a mistura de uma parte de querosene e nove partes de água e colocar nas tocas ao anoitecer.
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